Gestão da gráfica
Indicadores que todo dono de gráfica deve acompanhar
Você fatura, produz e entrega. O que falta é olhar o resultado. Neste artigo: os cinco indicadores que todo dono de gráfica deveria medir todo mês, a conta de cada um em reais e o que fazer quando o número piora.
Resposta curta: são cinco indicadores: conversão de orçamento, ticket médio, margem por produto, prazo cumprido e taxa de retrabalho. Medidos todo mês, eles dizem se a sua gráfica está ganhando dinheiro no trabalho que ela realmente faz, e não apenas se o faturamento subiu.
O motivo de começar por eles é simples: faturamento alto e prejuízo convivem tranquilamente numa gráfica. Uma impressora que não para e um vendedor que fecha tudo parecem uma ótima notícia, até a conta do lucro do mês mostrar que 12 cartazes entraram abaixo do custo e que a fila de acabamento entrega dois dias depois do combinado.
Os cinco indicadores e de onde sai cada número
Antes da conta, vale deixar fixado o que cada número responde. Um indicador sem pergunta associada vira número decorativo na parede da fábrica. A tabela abaixo diz o que cada um mede, como se calcula e de onde sai o dado, para ninguém ficar caçando a informação na hora de fechar o mês.
| Indicador | O que revela | Como se calcula | De onde sai o número |
|---|---|---|---|
| 1. Conversão de orçamento | Se o seu preço e o seu atendimento estão fazendo o orçamento virar pedido | Orçamentos aprovados dividida pelos orçamentos enviados no mesmo mês | Status de cada orçamento: rascunho, enviado, aprovado, rejeitado e expirado |
| 2. Ticket médio | Quanto entra por pedido e se a combinação de produtos está subindo ou descendo | Faturamento do mês dividido pelo número de pedidos confirmados | Faturamento e pedidos do mês, no painel |
| 3. Margem por produto | Qual produto tira dinheiro e qual sustenta a fábrica | Preço menos custo total (com GGF e perda técnica), dividido pelo preço | Custo, margem e markup por produto, e o cálculo do preço sugerido |
| 4. Prazo cumprido | Se a fábrica entrega no dia prometido e onde a fila se forma | Pedidos entregues no prazo dividida pelos entregues no período | Data de entrega do pedido e tempo de cada etapa por item |
| 5. Taxa de retrabalho | Quanto trabalho você refaz de graça e para quem | Chamados de retrabalho divididos pelos pedidos entregues | Chamado de garantia ou retrabalho, com motivo, pedido e item |
1. Conversão de orçamento: quantos orçamentos viram pedido
Este é o indicador que mais antecipa o mês seguinte, porque o orçamento é a única venda que ainda não aconteceu. A conta é simples: orçamentos aprovados divididos pelos orçamentos enviados no mesmo período. Na gráfica do exemplo, são 35 aprovados sobre 70 enviados, o que dá 50% de conversão.
A conversão costuma cair por três motivos bem diferentes, e cada um pede uma correção diferente. Quando cai, primeiro olhe o preço: muitas vezes o orçamento foi enviado com o custo do ano passado, sem o GGF do mês. Quando o preço está certo, olhe a velocidade de resposta: um orçamento que leva três dias para sair perde para o concorrente que responde no mesmo dia, e a perda aparece inteira na conversão. Quando os dois estão bons, o problema costuma ser a aprovação: o cliente pediu alteração três vezes, o orçamento foi reenviado no último dia de validade e expirou antes de alguém responder.
Um detalhe de medição que muda tudo: o denominador é só o que saiu de rascunho. Contar os orçamentos que você abriu e nunca enviou derruba a taxa e faz a equipe achar que está pior do que está.
2. Ticket médio: quanto entra por pedido
Ticket médio é o faturamento do mês dividido pelo número de pedidos confirmados. Na gráfica do exemplo: R$ 84.680 por 35 pedidos, ou R$ 2.419 por pedido. O número sozinho diz pouco, então o que importa é a direção dele comparada com o mês anterior e com a meta de vendas.
O ticket médio cai de dois jeitos, e só um deles é bom. O jeito ruim é o preço: o mesmo job passa a ser vendido mais barato para fechar a semana. O jeito bom é a combinação de produtos: você para de aceitar job de R$ 400 para segurar volume e passa a fazer menos peças, cada uma maior. Nos dois casos a venda subiu, e só o segundo vale como progresso.
Por isso o ticket médio só deve ser lido junto da conversão. Vende mais, com ticket menor e conversão igual, o mês está ganhando volume, não margem. No cadastro de produtos, o cálculo do preço mostra o caminho: custo base, perda técnica, GGF e margem aplicada sobre o custo total.
3. Margem por produto: onde o dinheiro se perde
Este é o indicador que mais incomoda e o que mais paga. Uma gráfica quase nunca perde dinheiro no mesmo lugar: perde no produto que mais gira, porque é o que todo mundo pede e o que quase nunca tem o preço conferido com o custo do mês. A conta da margem por produto é preço menos custo total, dividido pelo preço, e o custo total precisa incluir o rateio do GGF e a perda técnica da máquina. Sem os dois, a margem que você calcula não é a margem que fica.
A tabela abaixo abre os três produtos de uma gráfica com offset e digital no mesmo mês. O custo de cada job já vem com o GGF rateado e com a perda técnica.
| Produto | Jobs no mês | Custo total por job | Preço praticado | Margem por job |
|---|---|---|---|---|
| Cartaz 1x1, papel 250 g, tiragem 2.000 | 12 | R$ 1.780 | R$ 1.560 | -14,1% (R$ 220 de prejuízo por job) |
| Folder A4, papel 120 g, tiragem 1.000 | 14 | R$ 742 | R$ 1.240 | 40,2% (R$ 498 por job) |
| Caixa para e-commerce, papel 300 g, 500 unidades | 9 | R$ 2.950 | R$ 5.400 | 45,4% (R$ 2.450 por job) |
| Total do mês | 35 | R$ 58.298 | R$ 84.680 | 31,2% de margem média (R$ 26.382) |
O cartaz é o job que mais sai e o único que dá prejuízo: 12 jobs a R$ 220 de prejuízo somam R$ 2.640 por mês. A caixa para e-commerce é o melhor negócio da casa, com 45,4% de margem, e vende nove por mês. No agregado a margem média é boa, 31,2%, o que faz a gráfica parecer saudável no fechamento e esconder o buraco do produto de maior giro.
A correção aqui não é markup em tudo. É preço no produto certo. Se o cartaz passar de R$ 1.560 para R$ 1.980, com o custo mantido em R$ 1.780, a margem vai de -14,1% para 10,1% e o lucro do mês ganha R$ 5.040 sem nenhum cliente novo. Veja a conta completa de margem e markup no guia de margem de contribuição.
Um segundo olhar útil é o do valor por hora de máquina ocupada, e não só por job. Dois produtos podem ter a mesma margem e ocupar horas muito diferentes de produção; o mesmo R$ 2.000 de lucro em um job de 20 minutos vale muito mais para a fábrica do que o mesmo valor em um job de duas horas. A conta da hora-máquina está no cálculo de hora-máquina.
4. Prazo cumprido: quanto tempo cada etapa leva
Prazo cumprido é a porcentagem de pedidos entregues na data prometida. Na gráfica do exemplo, 30 dos 35 pedidos do mês foram entregues e 26 chegaram no dia, o que dá 86,7%. É um número bom, e ainda assim esconde o problema: os 4 atrasos não foram aleatórios, vieram todos da mesma etapa, e os 5 pedidos que ainda estavam em produção no dia 30 seguiam na mesma fila.
A tabela de tempos abaixo mostra por quê. O tempo médio é medido por item em cada etapa, e as etapas são as do fluxo da própria gráfica, com os nomes que você deu a elas.
| Etapa do fluxo | Itens no mês | Tempo médio por item |
|---|---|---|
| Pré-impressão e conferência de arquivo | 30 | 2h10 |
| Chapa e separação de cor | 30 | 1h05 |
| Impressão offset | 28 | 3h40 |
| Acerto e revisão de cor | 26 | 1h50 |
| Acabamento: refile, vinco e laminação | 22 | 4h25 |
| Expedição e separação para entrega | 20 | 0h40 |
O gargalo é o acabamento, com 4h25 por item, e não a impressão, que leva 3h40. É a diferença entre “a fábrica está lenta” e “a fila se forma no acabamento”: a primeira frase leva a aumentar máquina e folha, a segunda leva a olhar refile, vinco e laminação. Por isso o tempo de produção mostra o tempo médio por etapa, o tempo médio total, quantos itens foram finalizados e qual é o gargalo principal, com filtro de período e a lista item por item.
Prazo e margem conversam. Se o acabamento é o gargalo, dá para entregar o job em dois dias cobrando mais caro, ou quebrar a fila separando o acabamento dos jobs grandes. As duas decisões mudam o seu ticket médio e sua conversão, e é por isso que o prazo merece o mesmo peso que a margem na reunião mensal.
5. Taxa de retrabalho: quanto você refaz de graça
O quinto indicador é o que quase ninguém mede, e é o que mais custa. Taxa de retrabalho é o número de chamados de retrabalho dividido pelos pedidos entregues. No exemplo são 2 chamados sobre 30 entregas, ou 6,7%, com R$ 640 de custo apurado: R$ 380 na segunda tiragem de um cartaz e R$ 260 para refazer um folder.
R$ 640 são 0,8% do faturamento, e parece pouco. O problema é que retrabalho quase nunca custa só o papel: a máquina ocupa hora que estava prevista para outro job, o acabamento atrasa o que veio atrás, e o cliente que recebeu a segunda versão não aceita mais pagar o preço cheio. Somados, esses três efeitos fazem o retrabalho aparecer como um serviço que você está dando de graça.
Por isso o chamado precisa ser aberto sempre, mesmo com valor pequeno. O chamado guarda o tipo (garantia ou retrabalho), o motivo, o pedido de venda e o item, e permite lançar as despesas geradas. Registrando sempre, em três meses o padrão aparece: se os motivos se repetem na mesma máquina, o problema é preparação de máquina e ajuste de cor; se se repetem na conferência de arquivo, é procedimento de entrada.
E vale cruzar com a margem por produto. O cartaz, que já dava prejuízo, estava entre os jobs com retrabalho na cor: o problema não era só preço, era a máquina e o acabamento do item mais vendido.
Como ler os cinco juntos: o sintoma aponta a causa
Indicador isolado costuma gerar discussão (“esse mês foi diferente”). Os cinco juntos formam diagnóstico: a combinação de dois ou três números que se movem na mesma direção costuma apontar a causa, e não só o sintoma. A tabela abaixo é o cruzamento mais útil para uma reunião de fechamento de mês.
| O que você vê | O que provavelmente está acontecendo | Por onde começar |
|---|---|---|
| Conversão cai e ticket médio sobe | Você foi atrás de job maior e largou o orçamento pequeno, que é o que paga a conta | Quantos orçamentos pequenos ficaram sem resposta no mês |
| Conversão está boa e a margem cai | O preço do produto de maior giro está abaixo do custo, e o volume escondeu o prejuízo | Margem por produto, item a item |
| Margem está boa e o prazo piora | Entrou job grande na fila e uma etapa virou gargalo | Tempo médio por etapa, no mês contra o mês anterior |
| Prazo está bom e o retrabalho sobe | A produção acelerou no começo e o erro apareceu no acabamento | Chamados de retrabalho, com o motivo escrito |
| Faturamento cresce e o lucro encolhe | Cresceu o job de papel, que é o que mais gira e o que menos sobra | Margem por produto, começando pelo de maior giro |
Passo a passo para medir no próximo mês
- Comece pelo mês fechado. Mês que não fecha, número que ninguém fecha. Meça de uma vez, no dia em que você fecha o faturamento, e defina que mês você vai usar como linha de base.
- Escreva a fórmula de cada um. Numerador e denominador, por extenso. “Aprovados sobre enviados” e não “conversão”, porque meio ano depois ninguém lembra o que era o denominador.
- Separe rascunho de enviado. O orçamento em rascunho não entrou no jogo com o cliente e não pode entrar na conta de conversão, nem para o bem nem para o mal.
- Feche o custo por job. Custo direto mais o rateio do GGF e a perda técnica. É esse número que faz a margem por produto dizer a verdade.
- Meça o tempo de cada etapa. Por item, com a etapa nomeada. Tempo médio do mês inteiro esconde o gargalo.
- Abra chamado de retrabalho sempre. Com o motivo escrito na hora. É o registro, e não a memória, que revela o padrão.
- Compare com o mês anterior e escreva a causa. Uma frase do tipo “a conversão caiu porque os orçamentos de cartonagem demoraram 4 dias a mais para sair” vale mais que o número sozinho.
- Ataque um indicador por mês. Cinco correções ao mesmo tempo não produzem efeito: o mês 1 é conversão, o mês 2 é margem por produto, o mês 3 é prazo, e assim por diante.
Cinco erros que estragam a leitura dos indicadores
Contar orçamento em rascunho como se fosse ganho
Erro: Dividir os 35 pedidos aprovados pelos 96 orçamentos que você abriu no mês, incluindo os que nunca foram enviados ao cliente.
Correção: O denominador é só o que saiu de rascunho. No exemplo são 70 orçamentos enviados e 35 aprovados, ou 50%. Com os 96 no denominador a conversão aparece como 36,5%, e a equipe desiste de melhorar uma meta que já cumpriu.
Calcular margem sem o GGF e sem a perda técnica
Erro: Subtrair do preço só o papel, a tinta e a mão de obra, e chamar o resto de lucro.
Correção: O custo total de um job inclui o rateio dos gastos gerais de fabricação (aluguel, energia, supervisão) e a perda técnica da máquina. Sem os dois, o cartaz do exemplo parece dar R$ 220 de lucro e dá R$ 220 de prejuízo. O guia de GGF mostra como esse rateio entra no preço.
Medir o prazo do mês inteiro em vez do tempo de cada etapa
Erro: Anotar que a entrega de um job de cartaz levou 5 dias e concluir que a produção está lenta.
Correção: O que atrasa é a soma das etapas, e cada etapa tem o seu tempo. No exemplo, a impressão leva 3h40 e o acabamento leva 4h25: mexer na máquina não muda nada, porque a fila se forma no acabamento. Meça por etapa e por item, e não pela média geral do mês.
Não registrar o retrabalho quando o valor é pequeno
Erro: Refazer os 200 cartazes que saíram com a cor errada, assumir o custo e não anotar nada, porque o serviço foi barato.
Correção: Cada refazimento que não vira chamado não aparece no custo do mês. O chamado de retrabalho leva o tipo, o motivo, o pedido e o item, e é o que permite saber se o erro se concentra no acabamento, na máquina ou na conferência de arquivo. Registrou, o padrão aparece em dois meses.
Mudar o preço do job inteiro por causa de um produto
Erro: Descobrir que o cartaz dá prejuízo e aumentar o preço de folder, caixa e todos os outros produtos junto.
Correção: Ajuste o preço do produto que está no prejuízo, e olhe o volume antes: 12 cartazes a R$ 220 de prejuízo somam R$ 2.640 por mês. No exemplo, vender o cartaz a R$ 1.980 em vez de R$ 1.560 muda R$ 5.040 no lucro do mês sem ganhar um cliente novo.
Onde cada número nasce no Cromari
Os cinco indicadores saem dos mesmos lugares onde o job é orçado, confirmado e produzido, então ninguém precisa montar planilha separada nem redigitar nada.
- Painel: cotações e pedidos do dia e do mês, faturamento do mês e contas a pagar com o total e o que está em atraso. O faturamento e o número de pedidos do mesmo mês são o numerador e o denominador do ticket médio.
- Dinheiro na Mesa: os orçamentos dos últimos 30 dias que não foram fechados, com a contagem e o valor somado, que é a base da conversão de orçamento.
- Status do orçamento: rascunho, enviado, aprovado, rejeitado e expirado, com a data de validade de cada um. Aprovar o orçamento é o que gera o pedido de venda, então o numerador da conversão sai daqui.
- CRM: a oportunidade por etapa, com probabilidade, próximo contato e motivo de perda, e o filtro dos que já têm proposta. Serve para saber por que o orçamento foi perdido, que é a pergunta que a taxa sozinha não responde.
- Produto e preço: taxa de lucro líquido e markup por produto, e o cálculo do preço sugerido que mostra o passo a passo da conta, do custo base até o preço, passando pela perda técnica e pelo GGF.
- Tempo de produção: tempo médio por etapa, tempo médio total, itens finalizados e gargalo principal, com filtro de período e visão por etapa ou por item.
- Pedido de venda: situação de pendente, confirmado, em produção, concluído e cancelado, com a data de entrega, que é o que permite medir o prazo cumprido.
- Garantia e retrabalho: chamado com o tipo, o motivo, o pedido e o item, e as despesas geradas pelo refazimento.
- Meta de vendas: meta total do mês e progresso por vendedor, para a conversão e o ticket médio terem contra o que ser comparados.
Para ver como orçamento, produção e financeiro ficam juntos no mesmo lugar, vale conhecer a página do ERP para gráficas.
Checklist dos cinco indicadores
- Conte os orçamentos que saíram de rascunho e os aprovados, e calcule a conversão do mês.
- Divida o faturamento do mês pelo número de pedidos confirmados e compare com o mês anterior.
- Abra a margem de cada produto com custo total, GGF e perda técnica dentro, e ache o que dá prejuízo.
- Meça o tempo médio de cada etapa por item e identifique o gargalo principal.
- Conte os pedidos entregues no prazo e os chamados de retrabalho, com o motivo de cada um.
- Escreva uma frase de causa para cada indicador que piorou.
- Escolha um indicador para atacar no mês e um responsável por ele.
- Repita no fechamento do mês seguinte, com os mesmos números do mesmo jeito.
Para saber quantos jobs a sua gráfica precisa vender por mês para cobrir o custo fixo, use a calculadora de ponto de equilíbrio. Para conferir o preço de venda antes de fechar o orçamento, a calculadora de preço de venda mostra o preço de venda a partir do custo e do markup. E para entender a conta da perda técnica que entra no custo do job, veja o guia de perda técnica.
Perguntas que sempre aparecem
Com quantos indicadores uma gráfica deveria acompanhar?
Cinco no nível da empresa: conversão de orçamento, ticket médio, margem por produto, prazo cumprido e taxa de retrabalho. A margem por produto ainda merece uma tabela à parte, porque é onde o dinheiro se perde dentro de cada job. Número a mais que isso não cabe na cabeça de quem só olha o painel de manhã, e indicador que ninguém olha vira deco. Comece com cinco, mantenha o registro por doze meses e só então pense em acrescentar.
Como se calcula a taxa de conversão de orçamento?
Divide os orçamentos aprovados pelos orçamentos enviados no mesmo período. No exemplo são 35 aprovados sobre 70 enviados, o que dá 50%. O detalhe que costuma errar é o denominador: só entra o orçamento que saiu de rascunho e foi para o cliente. Orçamentos em rascunho não contam nem para o numerador nem para o denominador. Vale comparar o resultado com o mês anterior, porque a conversão cai por preço, por prazo de resposta ou por atendimento, e cada causa tem uma correção diferente.
Por que a margem no papel é positiva e o dinheiro não aparece?
Quase sempre porque o custo do job está sem os gastos gerais de fabricação e sem a perda técnica. O preço do cartaz do exemplo é R$ 1.560 e o papel, a tinta e a mão de obra somam menos que isso, o que faz o job parecer lucrativo. Com o rateio do GGF e a perda técnica da máquina dentro do custo, o mesmo job custa R$ 1.780 e vira prejuízo. O cálculo de margem de contribuição mostra a conta inteira.
Como descobrir qual etapa está atrasando o prazo?
Medindo o tempo que cada item passa em cada etapa, e não o prazo médio do mês. A tela de tempo de produção mostra o tempo médio por etapa, o tempo médio total, quantos itens foram finalizados e qual é o gargalo principal, a etapa com maior tempo médio. No exemplo o gargalo é o acabamento, com 4h25 por item, e não a impressão, que leva 3h40. A análise também filtra por período e mostra a lista item por item.
O Cromari já traz esses números prontos?
Traz. O painel mostra cotações e pedidos do dia e do mês, faturamento do mês, contas a pagar com o que está em atraso, metas de vendas com o progresso por vendedor, e o card Dinheiro na Mesa com os orçamentos dos últimos 30 dias que não foram fechados, com a contagem e o valor somado. O tempo de produção por etapa, o gargalo principal, a margem e o cálculo de preço por produto, a data de entrega do pedido e o registro de retrabalho também estão no mesmo sistema, sem planilha paralela.
Meia hora por mês para saber onde a sua gráfica perde dinheiro
No Cromari, a conversão vem dos status do orçamento, o ticket médio do faturamento e dos pedidos, a margem do cálculo de preço por produto, o prazo do tempo de produção por etapa e o retrabalho dos chamados. Teste com os números da sua gráfica.
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