Gestão da gráfica

Indicadores que todo dono de gráfica deve acompanhar

Você fatura, produz e entrega. O que falta é olhar o resultado. Neste artigo: os cinco indicadores que todo dono de gráfica deveria medir todo mês, a conta de cada um em reais e o que fazer quando o número piora.

Publicado em 02 de outubro de 2026•Atualizado em 02 de outubro de 2026•Leitura: 14 min•Equipe Cromari

Resposta curta: são cinco indicadores: conversão de orçamento, ticket médio, margem por produto, prazo cumprido e taxa de retrabalho. Medidos todo mês, eles dizem se a sua gráfica está ganhando dinheiro no trabalho que ela realmente faz, e não apenas se o faturamento subiu.

O motivo de começar por eles é simples: faturamento alto e prejuízo convivem tranquilamente numa gráfica. Uma impressora que não para e um vendedor que fecha tudo parecem uma ótima notícia, até a conta do lucro do mês mostrar que 12 cartazes entraram abaixo do custo e que a fila de acabamento entrega dois dias depois do combinado.

Os cinco indicadores e de onde sai cada número

Antes da conta, vale deixar fixado o que cada número responde. Um indicador sem pergunta associada vira número decorativo na parede da fábrica. A tabela abaixo diz o que cada um mede, como se calcula e de onde sai o dado, para ninguém ficar caçando a informação na hora de fechar o mês.

Os cinco indicadores de uma gráfica
IndicadorO que revelaComo se calculaDe onde sai o número
1. Conversão de orçamentoSe o seu preço e o seu atendimento estão fazendo o orçamento virar pedidoOrçamentos aprovados dividida pelos orçamentos enviados no mesmo mêsStatus de cada orçamento: rascunho, enviado, aprovado, rejeitado e expirado
2. Ticket médioQuanto entra por pedido e se a combinação de produtos está subindo ou descendoFaturamento do mês dividido pelo número de pedidos confirmadosFaturamento e pedidos do mês, no painel
3. Margem por produtoQual produto tira dinheiro e qual sustenta a fábricaPreço menos custo total (com GGF e perda técnica), dividido pelo preçoCusto, margem e markup por produto, e o cálculo do preço sugerido
4. Prazo cumpridoSe a fábrica entrega no dia prometido e onde a fila se formaPedidos entregues no prazo dividida pelos entregues no períodoData de entrega do pedido e tempo de cada etapa por item
5. Taxa de retrabalhoQuanto trabalho você refaz de graça e para quemChamados de retrabalho divididos pelos pedidos entreguesChamado de garantia ou retrabalho, com motivo, pedido e item

1. Conversão de orçamento: quantos orçamentos viram pedido

Este é o indicador que mais antecipa o mês seguinte, porque o orçamento é a única venda que ainda não aconteceu. A conta é simples: orçamentos aprovados divididos pelos orçamentos enviados no mesmo período. Na gráfica do exemplo, são 35 aprovados sobre 70 enviados, o que dá 50% de conversão.

A conversão costuma cair por três motivos bem diferentes, e cada um pede uma correção diferente. Quando cai, primeiro olhe o preço: muitas vezes o orçamento foi enviado com o custo do ano passado, sem o GGF do mês. Quando o preço está certo, olhe a velocidade de resposta: um orçamento que leva três dias para sair perde para o concorrente que responde no mesmo dia, e a perda aparece inteira na conversão. Quando os dois estão bons, o problema costuma ser a aprovação: o cliente pediu alteração três vezes, o orçamento foi reenviado no último dia de validade e expirou antes de alguém responder.

Um detalhe de medição que muda tudo: o denominador é só o que saiu de rascunho. Contar os orçamentos que você abriu e nunca enviou derruba a taxa e faz a equipe achar que está pior do que está.

2. Ticket médio: quanto entra por pedido

Ticket médio é o faturamento do mês dividido pelo número de pedidos confirmados. Na gráfica do exemplo: R$ 84.680 por 35 pedidos, ou R$ 2.419 por pedido. O número sozinho diz pouco, então o que importa é a direção dele comparada com o mês anterior e com a meta de vendas.

O ticket médio cai de dois jeitos, e só um deles é bom. O jeito ruim é o preço: o mesmo job passa a ser vendido mais barato para fechar a semana. O jeito bom é a combinação de produtos: você para de aceitar job de R$ 400 para segurar volume e passa a fazer menos peças, cada uma maior. Nos dois casos a venda subiu, e só o segundo vale como progresso.

Por isso o ticket médio só deve ser lido junto da conversão. Vende mais, com ticket menor e conversão igual, o mês está ganhando volume, não margem. No cadastro de produtos, o cálculo do preço mostra o caminho: custo base, perda técnica, GGF e margem aplicada sobre o custo total.

3. Margem por produto: onde o dinheiro se perde

Este é o indicador que mais incomoda e o que mais paga. Uma gráfica quase nunca perde dinheiro no mesmo lugar: perde no produto que mais gira, porque é o que todo mundo pede e o que quase nunca tem o preço conferido com o custo do mês. A conta da margem por produto é preço menos custo total, dividido pelo preço, e o custo total precisa incluir o rateio do GGF e a perda técnica da máquina. Sem os dois, a margem que você calcula não é a margem que fica.

A tabela abaixo abre os três produtos de uma gráfica com offset e digital no mesmo mês. O custo de cada job já vem com o GGF rateado e com a perda técnica.

Margem por produto (exemplo de um mês)
ProdutoJobs no mêsCusto total por jobPreço praticadoMargem por job
Cartaz 1x1, papel 250 g, tiragem 2.00012R$ 1.780R$ 1.560-14,1% (R$ 220 de prejuízo por job)
Folder A4, papel 120 g, tiragem 1.00014R$ 742R$ 1.24040,2% (R$ 498 por job)
Caixa para e-commerce, papel 300 g, 500 unidades9R$ 2.950R$ 5.40045,4% (R$ 2.450 por job)
Total do mês35R$ 58.298R$ 84.68031,2% de margem média (R$ 26.382)

O cartaz é o job que mais sai e o único que dá prejuízo: 12 jobs a R$ 220 de prejuízo somam R$ 2.640 por mês. A caixa para e-commerce é o melhor negócio da casa, com 45,4% de margem, e vende nove por mês. No agregado a margem média é boa, 31,2%, o que faz a gráfica parecer saudável no fechamento e esconder o buraco do produto de maior giro.

A correção aqui não é markup em tudo. É preço no produto certo. Se o cartaz passar de R$ 1.560 para R$ 1.980, com o custo mantido em R$ 1.780, a margem vai de -14,1% para 10,1% e o lucro do mês ganha R$ 5.040 sem nenhum cliente novo. Veja a conta completa de margem e markup no guia de margem de contribuição.

Um segundo olhar útil é o do valor por hora de máquina ocupada, e não só por job. Dois produtos podem ter a mesma margem e ocupar horas muito diferentes de produção; o mesmo R$ 2.000 de lucro em um job de 20 minutos vale muito mais para a fábrica do que o mesmo valor em um job de duas horas. A conta da hora-máquina está no cálculo de hora-máquina.

4. Prazo cumprido: quanto tempo cada etapa leva

Prazo cumprido é a porcentagem de pedidos entregues na data prometida. Na gráfica do exemplo, 30 dos 35 pedidos do mês foram entregues e 26 chegaram no dia, o que dá 86,7%. É um número bom, e ainda assim esconde o problema: os 4 atrasos não foram aleatórios, vieram todos da mesma etapa, e os 5 pedidos que ainda estavam em produção no dia 30 seguiam na mesma fila.

A tabela de tempos abaixo mostra por quê. O tempo médio é medido por item em cada etapa, e as etapas são as do fluxo da própria gráfica, com os nomes que você deu a elas.

Tempo médio por etapa (exemplo de um mês)
Etapa do fluxoItens no mêsTempo médio por item
Pré-impressão e conferência de arquivo302h10
Chapa e separação de cor301h05
Impressão offset283h40
Acerto e revisão de cor261h50
Acabamento: refile, vinco e laminação224h25
Expedição e separação para entrega200h40

O gargalo é o acabamento, com 4h25 por item, e não a impressão, que leva 3h40. É a diferença entre “a fábrica está lenta” e “a fila se forma no acabamento”: a primeira frase leva a aumentar máquina e folha, a segunda leva a olhar refile, vinco e laminação. Por isso o tempo de produção mostra o tempo médio por etapa, o tempo médio total, quantos itens foram finalizados e qual é o gargalo principal, com filtro de período e a lista item por item.

Prazo e margem conversam. Se o acabamento é o gargalo, dá para entregar o job em dois dias cobrando mais caro, ou quebrar a fila separando o acabamento dos jobs grandes. As duas decisões mudam o seu ticket médio e sua conversão, e é por isso que o prazo merece o mesmo peso que a margem na reunião mensal.

5. Taxa de retrabalho: quanto você refaz de graça

O quinto indicador é o que quase ninguém mede, e é o que mais custa. Taxa de retrabalho é o número de chamados de retrabalho dividido pelos pedidos entregues. No exemplo são 2 chamados sobre 30 entregas, ou 6,7%, com R$ 640 de custo apurado: R$ 380 na segunda tiragem de um cartaz e R$ 260 para refazer um folder.

R$ 640 são 0,8% do faturamento, e parece pouco. O problema é que retrabalho quase nunca custa só o papel: a máquina ocupa hora que estava prevista para outro job, o acabamento atrasa o que veio atrás, e o cliente que recebeu a segunda versão não aceita mais pagar o preço cheio. Somados, esses três efeitos fazem o retrabalho aparecer como um serviço que você está dando de graça.

Por isso o chamado precisa ser aberto sempre, mesmo com valor pequeno. O chamado guarda o tipo (garantia ou retrabalho), o motivo, o pedido de venda e o item, e permite lançar as despesas geradas. Registrando sempre, em três meses o padrão aparece: se os motivos se repetem na mesma máquina, o problema é preparação de máquina e ajuste de cor; se se repetem na conferência de arquivo, é procedimento de entrada.

E vale cruzar com a margem por produto. O cartaz, que já dava prejuízo, estava entre os jobs com retrabalho na cor: o problema não era só preço, era a máquina e o acabamento do item mais vendido.

Como ler os cinco juntos: o sintoma aponta a causa

Indicador isolado costuma gerar discussão (“esse mês foi diferente”). Os cinco juntos formam diagnóstico: a combinação de dois ou três números que se movem na mesma direção costuma apontar a causa, e não só o sintoma. A tabela abaixo é o cruzamento mais útil para uma reunião de fechamento de mês.

Sintoma, causa provável e por onde começar
O que você vêO que provavelmente está acontecendoPor onde começar
Conversão cai e ticket médio sobeVocê foi atrás de job maior e largou o orçamento pequeno, que é o que paga a contaQuantos orçamentos pequenos ficaram sem resposta no mês
Conversão está boa e a margem caiO preço do produto de maior giro está abaixo do custo, e o volume escondeu o prejuízoMargem por produto, item a item
Margem está boa e o prazo pioraEntrou job grande na fila e uma etapa virou gargaloTempo médio por etapa, no mês contra o mês anterior
Prazo está bom e o retrabalho sobeA produção acelerou no começo e o erro apareceu no acabamentoChamados de retrabalho, com o motivo escrito
Faturamento cresce e o lucro encolheCresceu o job de papel, que é o que mais gira e o que menos sobraMargem por produto, começando pelo de maior giro

Passo a passo para medir no próximo mês

  1. Comece pelo mês fechado. Mês que não fecha, número que ninguém fecha. Meça de uma vez, no dia em que você fecha o faturamento, e defina que mês você vai usar como linha de base.
  2. Escreva a fórmula de cada um. Numerador e denominador, por extenso. “Aprovados sobre enviados” e não “conversão”, porque meio ano depois ninguém lembra o que era o denominador.
  3. Separe rascunho de enviado. O orçamento em rascunho não entrou no jogo com o cliente e não pode entrar na conta de conversão, nem para o bem nem para o mal.
  4. Feche o custo por job. Custo direto mais o rateio do GGF e a perda técnica. É esse número que faz a margem por produto dizer a verdade.
  5. Meça o tempo de cada etapa. Por item, com a etapa nomeada. Tempo médio do mês inteiro esconde o gargalo.
  6. Abra chamado de retrabalho sempre. Com o motivo escrito na hora. É o registro, e não a memória, que revela o padrão.
  7. Compare com o mês anterior e escreva a causa. Uma frase do tipo “a conversão caiu porque os orçamentos de cartonagem demoraram 4 dias a mais para sair” vale mais que o número sozinho.
  8. Ataque um indicador por mês. Cinco correções ao mesmo tempo não produzem efeito: o mês 1 é conversão, o mês 2 é margem por produto, o mês 3 é prazo, e assim por diante.

Cinco erros que estragam a leitura dos indicadores

Contar orçamento em rascunho como se fosse ganho

Erro: Dividir os 35 pedidos aprovados pelos 96 orçamentos que você abriu no mês, incluindo os que nunca foram enviados ao cliente.

Correção: O denominador é só o que saiu de rascunho. No exemplo são 70 orçamentos enviados e 35 aprovados, ou 50%. Com os 96 no denominador a conversão aparece como 36,5%, e a equipe desiste de melhorar uma meta que já cumpriu.

Calcular margem sem o GGF e sem a perda técnica

Erro: Subtrair do preço só o papel, a tinta e a mão de obra, e chamar o resto de lucro.

Correção: O custo total de um job inclui o rateio dos gastos gerais de fabricação (aluguel, energia, supervisão) e a perda técnica da máquina. Sem os dois, o cartaz do exemplo parece dar R$ 220 de lucro e dá R$ 220 de prejuízo. O guia de GGF mostra como esse rateio entra no preço.

Medir o prazo do mês inteiro em vez do tempo de cada etapa

Erro: Anotar que a entrega de um job de cartaz levou 5 dias e concluir que a produção está lenta.

Correção: O que atrasa é a soma das etapas, e cada etapa tem o seu tempo. No exemplo, a impressão leva 3h40 e o acabamento leva 4h25: mexer na máquina não muda nada, porque a fila se forma no acabamento. Meça por etapa e por item, e não pela média geral do mês.

Não registrar o retrabalho quando o valor é pequeno

Erro: Refazer os 200 cartazes que saíram com a cor errada, assumir o custo e não anotar nada, porque o serviço foi barato.

Correção: Cada refazimento que não vira chamado não aparece no custo do mês. O chamado de retrabalho leva o tipo, o motivo, o pedido e o item, e é o que permite saber se o erro se concentra no acabamento, na máquina ou na conferência de arquivo. Registrou, o padrão aparece em dois meses.

Mudar o preço do job inteiro por causa de um produto

Erro: Descobrir que o cartaz dá prejuízo e aumentar o preço de folder, caixa e todos os outros produtos junto.

Correção: Ajuste o preço do produto que está no prejuízo, e olhe o volume antes: 12 cartazes a R$ 220 de prejuízo somam R$ 2.640 por mês. No exemplo, vender o cartaz a R$ 1.980 em vez de R$ 1.560 muda R$ 5.040 no lucro do mês sem ganhar um cliente novo.

Onde cada número nasce no Cromari

Os cinco indicadores saem dos mesmos lugares onde o job é orçado, confirmado e produzido, então ninguém precisa montar planilha separada nem redigitar nada.

  • Painel: cotações e pedidos do dia e do mês, faturamento do mês e contas a pagar com o total e o que está em atraso. O faturamento e o número de pedidos do mesmo mês são o numerador e o denominador do ticket médio.
  • Dinheiro na Mesa: os orçamentos dos últimos 30 dias que não foram fechados, com a contagem e o valor somado, que é a base da conversão de orçamento.
  • Status do orçamento: rascunho, enviado, aprovado, rejeitado e expirado, com a data de validade de cada um. Aprovar o orçamento é o que gera o pedido de venda, então o numerador da conversão sai daqui.
  • CRM: a oportunidade por etapa, com probabilidade, próximo contato e motivo de perda, e o filtro dos que já têm proposta. Serve para saber por que o orçamento foi perdido, que é a pergunta que a taxa sozinha não responde.
  • Produto e preço: taxa de lucro líquido e markup por produto, e o cálculo do preço sugerido que mostra o passo a passo da conta, do custo base até o preço, passando pela perda técnica e pelo GGF.
  • Tempo de produção: tempo médio por etapa, tempo médio total, itens finalizados e gargalo principal, com filtro de período e visão por etapa ou por item.
  • Pedido de venda: situação de pendente, confirmado, em produção, concluído e cancelado, com a data de entrega, que é o que permite medir o prazo cumprido.
  • Garantia e retrabalho: chamado com o tipo, o motivo, o pedido e o item, e as despesas geradas pelo refazimento.
  • Meta de vendas: meta total do mês e progresso por vendedor, para a conversão e o ticket médio terem contra o que ser comparados.

Para ver como orçamento, produção e financeiro ficam juntos no mesmo lugar, vale conhecer a página do ERP para gráficas.

Checklist dos cinco indicadores

  1. Conte os orçamentos que saíram de rascunho e os aprovados, e calcule a conversão do mês.
  2. Divida o faturamento do mês pelo número de pedidos confirmados e compare com o mês anterior.
  3. Abra a margem de cada produto com custo total, GGF e perda técnica dentro, e ache o que dá prejuízo.
  4. Meça o tempo médio de cada etapa por item e identifique o gargalo principal.
  5. Conte os pedidos entregues no prazo e os chamados de retrabalho, com o motivo de cada um.
  6. Escreva uma frase de causa para cada indicador que piorou.
  7. Escolha um indicador para atacar no mês e um responsável por ele.
  8. Repita no fechamento do mês seguinte, com os mesmos números do mesmo jeito.

Para saber quantos jobs a sua gráfica precisa vender por mês para cobrir o custo fixo, use a calculadora de ponto de equilíbrio. Para conferir o preço de venda antes de fechar o orçamento, a calculadora de preço de venda mostra o preço de venda a partir do custo e do markup. E para entender a conta da perda técnica que entra no custo do job, veja o guia de perda técnica.

Perguntas que sempre aparecem

Com quantos indicadores uma gráfica deveria acompanhar?

Cinco no nível da empresa: conversão de orçamento, ticket médio, margem por produto, prazo cumprido e taxa de retrabalho. A margem por produto ainda merece uma tabela à parte, porque é onde o dinheiro se perde dentro de cada job. Número a mais que isso não cabe na cabeça de quem só olha o painel de manhã, e indicador que ninguém olha vira deco. Comece com cinco, mantenha o registro por doze meses e só então pense em acrescentar.

Como se calcula a taxa de conversão de orçamento?

Divide os orçamentos aprovados pelos orçamentos enviados no mesmo período. No exemplo são 35 aprovados sobre 70 enviados, o que dá 50%. O detalhe que costuma errar é o denominador: só entra o orçamento que saiu de rascunho e foi para o cliente. Orçamentos em rascunho não contam nem para o numerador nem para o denominador. Vale comparar o resultado com o mês anterior, porque a conversão cai por preço, por prazo de resposta ou por atendimento, e cada causa tem uma correção diferente.

Por que a margem no papel é positiva e o dinheiro não aparece?

Quase sempre porque o custo do job está sem os gastos gerais de fabricação e sem a perda técnica. O preço do cartaz do exemplo é R$ 1.560 e o papel, a tinta e a mão de obra somam menos que isso, o que faz o job parecer lucrativo. Com o rateio do GGF e a perda técnica da máquina dentro do custo, o mesmo job custa R$ 1.780 e vira prejuízo. O cálculo de margem de contribuição mostra a conta inteira.

Como descobrir qual etapa está atrasando o prazo?

Medindo o tempo que cada item passa em cada etapa, e não o prazo médio do mês. A tela de tempo de produção mostra o tempo médio por etapa, o tempo médio total, quantos itens foram finalizados e qual é o gargalo principal, a etapa com maior tempo médio. No exemplo o gargalo é o acabamento, com 4h25 por item, e não a impressão, que leva 3h40. A análise também filtra por período e mostra a lista item por item.

O Cromari já traz esses números prontos?

Traz. O painel mostra cotações e pedidos do dia e do mês, faturamento do mês, contas a pagar com o que está em atraso, metas de vendas com o progresso por vendedor, e o card Dinheiro na Mesa com os orçamentos dos últimos 30 dias que não foram fechados, com a contagem e o valor somado. O tempo de produção por etapa, o gargalo principal, a margem e o cálculo de preço por produto, a data de entrega do pedido e o registro de retrabalho também estão no mesmo sistema, sem planilha paralela.

Meia hora por mês para saber onde a sua gráfica perde dinheiro

No Cromari, a conversão vem dos status do orçamento, o ticket médio do faturamento e dos pedidos, a margem do cálculo de preço por produto, o prazo do tempo de produção por etapa e o retrabalho dos chamados. Teste com os números da sua gráfica.

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